11 de mar de 2012

Brincadeiras: ontem e hoje

Projeto:
“Brincadeiras: ontem e hoje”
Objetivos
Com este trabalho, pretende-se que os alunos sejam capazes de:
- Falar e ouvir em diversas situações nas quais faz sentido expor opiniões, ouvir com atenção, sintetizar idéias, defender pontos de vista e replicar;
- Utilizar ferramentas tecnológicas como o computador, internet e câmera digital;
- Perceber as propriedades da escrita: letras como representação de fonemas, direção da escrita, combinação das letras, formas e tipos de letras;
- Ler e escrever diversos tipos de textos em situações comunicativas específicas;
- Valorizar o resgate das brincadeiras, comparando-as no espaço e no tempo.
- Interagir com os colegas através de brincadeiras preferidas.

Ano
3º ano


Introdução
Alfabetizar significa muito mais que simplesmente ensinar a traçar letras ou decodificar palavras. Este plano de aula propõe, através do tema "brincadeiras: ontem e hoje", atividades em que a criança possa se apropriar do sistema de escrita, ao mesmo tempo em que vai conhecendo a linguagem escrita, ou seja, os diversos tipos de textos presentes na sociedade e fazendo uso de tecnologias. Os alunos vão pesquisar brincadeiras da infância entrevistando seus pais e pesquisando na internet, gravarão na câmera digital e apresentação para os colegas as regras das brincadeiras, farão votação para determinar as brincadeiras preferidas de ontem e de hoje e produzirão textos com instruções sobre essas brincadeiras para divulgação em cartazes na escola.

Material necessário
Cartolina, papel sulfite, lápis de cor/cera e canetas coloridas, computador com acesso a internet e câmera digital.

Desenvolvimento


1ª Etapa
Faça juntamente com os alunos uma lista, na lousa, das brincadeiras preferidas dos alunos, inclusive da professora, proporcionando aos alunos a oportunidade de expressar a forma como eles brincavam e porque a brincadeira para eles era a mais interessante.
2a. Etapa
Faça com as crianças um roteiro de entrevista para que pesquisem junto aos pais e familiares as brincadeiras de seu tempo de infância. Essa pesquisa pode conter perguntas como: "Quais eram as brincadeiras preferidas quando você era criança?", "Quais eram as regras dessas brincadeiras?" ou "Quantas crianças podiam participar?". Solicite que algumas leiam a pesquisa para a classe e que outras contem de memória o que os pais explicaram sobre suas brincadeiras de criança;
3ª Etapa
Dividir os alunos em grupo, cada grupo escolhe um das brincadeiras que os pais sugeriram e filma seu grupo pondo em prática a brincadeira escolhida, para em seguida apresentar a filmagem para todos.
4a. Etapa
Pesquisar na internet sobre as brincadeiras que o grupo escolheu, imprimir o desenvolvimento e as regras para compará-las com as que os pais brincavam.
5a. Etapa
Selecione algumas brincadeiras pesquisadas para, na lousa, junto com as crianças, elaborar as instruções que explicam as brincadeiras escolhidas. Dessa forma, você estará mostrando às crianças um modelo de texto que deve atender a certas condições de produção para atender um objetivo específico;

6ª Etapa
Agrupe as brincadeiras comuns numa lista e peça que cada dupla de alunos escolha uma brincadeira que será divulgada para as outras turmas da escola por meio de um cartaz com o nome da brincadeira e o jeito de brincar;

7ª Etapa
Faça com os alunos uma lista de brincadeiras atuais, colocando-as em ordem alfabética;

8ª Etapa
Faça um cartaz com as crianças no qual conste, de um lado, os nomes das brincadeiras de hoje e, de outro, das brincadeiras de antigamente. Organize a divulgação do cartaz na escola;

9ª Etapa
Levantamento e escolha pelos alunos de três brincadeiras.


10ª Etapa
Finalizando a atividade, organize junto com as crianças cartazes com cada uma das três brincadeiras mais votadas e suas regras. Estes cartazes deverão ser afixados fora da sala de aula para divulgação do trabalho.
Produto final
Escrita de cartazes com regras de brincadeiras para ser divulgadas na escola
Produção de um vídeo
Criação de um blog (diário das atividades)

Avaliação
Ao longo do desenvolvimento da atividade, é possível avaliar como o aluno:
a) utilizou a linguagem (oral e escrita) em determinadas situações nas quais faz sentido falar, ouvir, ler ou escrever;
b) discutiu oralmente;
c) colaborou com o grupo no roteiro de pesquisa com os pais;
d) organizou individual e coletivamente os dados coletados na pesquisa;
e) trabalhou os aspectos gráficos e os elementos linguísticos dos textos trabalhados: lista, texto de instruções e cartaz.
f) elaborou sínteses escritas para divulgação dos trabalhos através de cartazes;
g) relacionou suas hipóteses de escrita com as propriedades da escrita convencional, quando foi necessário ajustar o que fala ou ouve com o que precisa escrever.
Aprofundamento do conteúdo
Este trabalho propõe uma articulação entre as duas aprendizagens que a criança dos anos inciais precisa empreender: o conhecimento do sistema de escrita alfabético e a linguagem escrita expressas em vários textos presentes na sociedade. Assim, todas as crianças deverão estar envolvidas em todos os momentos do trabalho, mesmo aquelas que ainda não escrevem convencionalmente. Neste caso, o professor deve ser intérprete e, às vezes, escriba da produção do aluno.

http://revistaescola.abril.com.br

15 de nov de 2011

"O professor medíocre expõe. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grade professor inspira." (William Arthur Ward)
         
JOGOS, BRINQUEDOS E A EDUCAÇÃO


Ultimamente muito se tem falado da importância do brincar na escola, porém, muito mais do que simplesmente levar o brinquedo para a sala de aula, é importante conscientizar os professores sobre a importância dos jogos e suas contribuições para o desenvolvimento infantil dentro de um panorama social, afetivo, cultural, histórico e criativo. Antigamente as crianças brincavam nos quintais, subiam em árvores, corriam, pulavam. Os pais se reuniam com os vizinhos à frente de suas casas contando seus "causos" enquanto os pequenos escondiam-se um do outro, pegava suas “bolinhas de gude”, as “Cinco Maria” e, exaustos de mais um dia, entravam para suas casas desfrutando de mais uma noite de sono tranquilo.
Dessa forma, o desenvolvimento global de uma criança ocorria naturalmente, ela conhecia os limites do seu corpo, interagia socialmente, sua criatividade era estimulada e suas história perpetuada.
No entanto, com o advento das novas tecnologias, muitas crianças passaram a ficar trancafiadas em suas casas, isoladas, frente aos seus tem falado da importância do brincar na escola, porém, muito mais do que simplesmente vídeos-game, sedentárias. Apareceram novas oportunidades de trabalho para as mães, no lugar das casas apareceram os prédios, as árvores foram derrubadas, os quintais sumiram e a sociedade começou a se modificar.
Percebeu-se, no entanto, que as crianças ao entrarem nas escolas não tinham mais noção de lateralidade, esquema corporal, percepção visuais, entre outros aspectos tão importantes e necessários para o início da alfabetização.
Vários pesquisadores mostraram preocupação em compreender o motivo de tal fato e, segundo afirma a pedagoga Tânia Ramos Fortuna, que dirige o Programa de Extensão Universitária "Quem quer brincar?", na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), os resultados apontaram para a diminuição do brincar da criança, o que é algo preocupante, pois um dos indicadores do bem estar da criança, ao lado da higiene, alimentação e sono, é o brincar.Pense nisso!
Elaborado por Susana Felix Paes Corrêa Leite. Professora de Educação Básica na Prefeitura Municipal de Bertioga. Pedagoga, Psicopedagoga Clínica Institucional. Proprietária do Grupo Professores Solidários.

14 de nov de 2011

O jogo como instrumento de aprendizagem

Os jogos, afirma PIAGET(1970, p. 158),  tornam-se mais significativos à medida que a criança se desenvolve, pois, a partir da livre manipulação de materiais variados, ela passa a reconstruir objetos, reinventar coisas, o que já exige uma adaptação mais completa, numa síntese progressiva da assimilação com a acomodação.
O papel do professor durante os jogos deve ser o de provocar e desafiar a participação coletiva na busca de encaminhamentos, e resoluções dos problemas. Pois  no jogo que podemos despertar e incentivar a criança para o espírito de companheirismo e cooperação.
A postura do professor durante os jogos é fundamental para o desenvolvimento da criança. Deve incentivá-la e desafiá-la criando um ambiente propício para o desenvolvimento do pensamento crítico e a tomada de decisões.

9 de nov de 2011


"Ao brincar com a criança, o adulto está brincando consigo mesmo".
( Carlos Drummond de Andrade )